REN garante que consultou várias empresas antes de adjudicar contrato a chineses

REN – Redes Energéticas Nacionais classifica como um “lapso dos serviços internos” o registo como “ajuste direto” do contrato de 47 milhões de euros para a instalação de um cabo submarino de ligação ao primeiro parque eólico offshore em Portugal.

Num esclarecimento enviado ao Expresso, a empresa garante que logo depois de detetado o lapso solicitou, a 26 de setembro, a retificação da informação publicada no portal Base, no sentido de esclarecer que o contrato de 47 milhões foi adjudicado após um procedimento de concurso público.

Segundo a REN, nesse concurso público internacional “todas as propostas apresentadas foram excluídas, por desconformidade”, o que levou a empresa a realizar um procedimento de consulta prévia com consulta a várias entidades, tendo sido convidados a apresentar propostas todos os interessados antes se tinham apresentado no concurso público.

De acordo com a REN, o contrato de 47 milhões acabou por ser “adjudicado ao concorrente que apresentou o preço mais baixo (com uma diferença de 10 milhões de euros face ao concorrente classificado em segundo lugar”.

A retificação da informação solicitada pela REN não foi ainda publicada no portal Base, que mantém os elementos com base nos quais o Expresso noticiou esta quarta-feira a adjudicação, por ajuste direto, da chinesa Hengtong Optic-Eletric.

O contrato, apesar de ter sido assinado em junho do ano passado, apenas foi publicado pela REN no portal Base a 24 de setembro de 2019.

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